quinta-feira, agosto 28, 2008

Ás vezes ...



Ás vezes tenho medo, de acordar e pensar que afinal nunca soube sorrir, que nunca soube amar, que nunca fui eu, de pensar que um dia talvez seja tarde para aprender a viver ...
Ás vezes tenho medo de acordar e não passar de um sonho, ou de uma ilusão ...
Ás vezes, ultrapasso-me nas curvas, e no minuto a seguir estou estampada no muro mais próximo ...
Ás vezes quando acordo, tenho medo e quando adormeço também, porque embora o que tenha não seja nada, para mim são as páginas do livro da minha vida... Ás vezes, só ás vezes, tenho medo de não sentir o meu coração sorrir ...
E em cada fechar de olhos, em cada pestanejar, em cada entrelaçar de mãos, a vida corre. Muitas vezes, olho para trás, como que a fugir de algo que desconheço ... e o medo, esse é permanente, por trás desta carcaça rija e forte, onde não existe lugar para sonhos, para medos, angústias ...
Ás vezes, tenho medo, quase sempre ... se o sol não brilha, se a chuva cai.
Muitas vezes, tenho medo de acordar, de não me encontrar, de não saber ser, medo de adormecer e ver coisas que não quero ver ...
Ás vezes, tenho medo, muito medo, de deixar de sentir o meu coração bater ...
Mas só ás vezes ...

Ana Cardoso

segunda-feira, julho 28, 2008

Tentando ...



Tentando fazer com que o Mundo não seja monstruosamente grande, e eu me sinta pequena e insignificante nele ...
Tentando me lembrar da sensação do teu abraço protector, das tuas palavras de coragem e força ...
Tentando me lembrar do teu sorriso, mesmo quando as coisas corriam menos bem...
Tentando, tentando ...
Sem nada prometer, pois cada minuto que passa a ausência dói mais
E a dor caleja os corações, tornando-os de pedra, cimento e pó ...
Tentando ...
Tentando .....

Ana Cardoso

quinta-feira, junho 12, 2008

20.000 visitas ...



Mais uma etapa se passou, e alcançadas as 20.000 visitas, o limite deixa de existir...
Sem nunca deixar de recordar, que todo este conjunto existe, por vocês e para vocês, leitores e amigos, sempre com um comentário ou uma palavra pronta e encorajadora ...
A todos quantos, acompanham este caminhar e progredir do Voar no Infinito, um bem haja e um obrigada :)

Ana Cardoso

sábado, maio 31, 2008

O teu silêncio ...




Os teus olhos, reflectem os dias
Que passam devagar
Há procura de um lugar
Onde possam renascer
Tuas mãos, procuram nas sombras
Todas as horas vagas
Do dia memorável, em que te sentiram
Tocar-me ...
A tua boca, simples, singela
De gostos ímpares e almíscarados
Prolífera um silêncio,
E os teus olhos fechados
Choram imagens do que não viram
Apertam com força,
Coisas que sentiram
E que ninguém as pode roubar
O teu silêncio...
O meu silêncio...
Fazem do momento, um misto de paz e angústia,
E se de silêncio é feito o momento
Com um beijo se pode calar
Esse silêncio tão calado,
Que jamais deixaremos falar!!

Ana Cardoso

segunda-feira, abril 07, 2008

No teu ombro ...



Percorro cada recanto em busca do teu abraço,
Da tua mão estendida para mim,
Percorro no vento o teu cheiro,
E não o encontro
Busco em cada palavra escutada, as tuas ...
Em cada olhar, o teu
Vagueio assim, em busca de ti
Perdida, esquecida ...
Por tanto te querer,
Fecho os olhos, e lá no fundo do meu eu,
Toco-te, encontro-te e beijo-te ...
Atenúo as saudades, que a cada minuto crescem
Uma lágrima teimosa teima em cair,
Fecho os olhos, e adormeço no teu peito
Como se nunca tivesses deixado de ali estar ...
Cabeça no teu ombro, apenas escutando o bater do teu coração,
Que bate descompassado ao ritmo do meu...
Que me acolhe e acalma ...
Feito porto de abrigo...
O meu porto de abrigo!

Ana Cardoso

sábado, abril 05, 2008

O silêncio chorado ...



Deixei escrito no tempo,
O tempo que levei a te encontrar
Para no tempo escrever,
O tempo em que te pude amar
No tempo, escrevi
Os sorrisos, as lágrimas, os gemidos
E no tempo, ficou
Para sempre escrito
Palavras que choram o tempo,
Em que foste embora
Através do tempo, toco-te, vejo-te,
Infindávelmente como se fosse verdade
Como se um estender de mão,
Fosse a passagem para essa margem
Aquela em que te encontras...
Escrevi no tempo
As dores, as cores e os sorrires
Os toques, o silêncio chorado
Do que fomos...

Ana Cardoso

sexta-feira, abril 04, 2008

Segredos ...



Escondidos no meio de nada
Quando do nada se erguem as tuas mãos,
E com elas percorres os recantos,
de uma alma que é só tua.
Conheces cada expressão, cada gesto
E em cada palavra decifras os sentidos
Nas pontas dos dedos encontras em mim,
o sabor de te querer...
Os segredos que guardo em ti,
São nossos, só nossos e aos nossos dias
pertencem ...

Ana Cardoso

Um pouco de mim ....