segunda-feira, abril 07, 2008

No teu ombro ...



Percorro cada recanto em busca do teu abraço,
Da tua mão estendida para mim,
Percorro no vento o teu cheiro,
E não o encontro
Busco em cada palavra escutada, as tuas ...
Em cada olhar, o teu
Vagueio assim, em busca de ti
Perdida, esquecida ...
Por tanto te querer,
Fecho os olhos, e lá no fundo do meu eu,
Toco-te, encontro-te e beijo-te ...
Atenúo as saudades, que a cada minuto crescem
Uma lágrima teimosa teima em cair,
Fecho os olhos, e adormeço no teu peito
Como se nunca tivesses deixado de ali estar ...
Cabeça no teu ombro, apenas escutando o bater do teu coração,
Que bate descompassado ao ritmo do meu...
Que me acolhe e acalma ...
Feito porto de abrigo...
O meu porto de abrigo!

Ana Cardoso

sábado, abril 05, 2008

O silêncio chorado ...



Deixei escrito no tempo,
O tempo que levei a te encontrar
Para no tempo escrever,
O tempo em que te pude amar
No tempo, escrevi
Os sorrisos, as lágrimas, os gemidos
E no tempo, ficou
Para sempre escrito
Palavras que choram o tempo,
Em que foste embora
Através do tempo, toco-te, vejo-te,
Infindávelmente como se fosse verdade
Como se um estender de mão,
Fosse a passagem para essa margem
Aquela em que te encontras...
Escrevi no tempo
As dores, as cores e os sorrires
Os toques, o silêncio chorado
Do que fomos...

Ana Cardoso

sexta-feira, abril 04, 2008

Segredos ...



Escondidos no meio de nada
Quando do nada se erguem as tuas mãos,
E com elas percorres os recantos,
de uma alma que é só tua.
Conheces cada expressão, cada gesto
E em cada palavra decifras os sentidos
Nas pontas dos dedos encontras em mim,
o sabor de te querer...
Os segredos que guardo em ti,
São nossos, só nossos e aos nossos dias
pertencem ...

Ana Cardoso

sexta-feira, março 28, 2008

Peças ...




Peças soltas...
De uma vida esquecida,
De contornos entre azul celeste, e outra cor que não sei dizer
Pedaços sorridentes, de coisas mal esquecidas,
Sorridas, choradas, sentidas
Em que as peças ficam sempre á tua mercê...
Como quem lê,
Um livro que faz chorar
Pega-as, junta-as, solda-as...
Molda-as nessas mãos de magia
Em que eu um dia repousei
Faz dos feitos sem importância, uma história de AMOR
Daquelas que os livros falam, com princesas e cavalos alados...
Com vestidos e tiaras,
Dos sonhos mais lindos de se viver...
Junta na tua mão as peças,
Que compõem este coração, alimentado de ilusão,
E que sorri, ainda sorri, perante coisas singelas...
Como uma janela, aberta sobre o Mar...
E sonhar... sonhar ... sonhar!

Ana Cardoso

sábado, março 22, 2008

Este amor que é teu!



Dá-me dessas mãos o desejo,
Do beijo que nunca me deste ...
Dos sentidos dá-me o querer,
Que a tua presença seja infindável ...
Dá-me do saber a virtude,
De cada dia te querer de modo diferente,
Para que na mente, o amor não mude
Do sonho, segue um desejo ...
Duas bocas unidas e seladas
Como em tantas madrugadas,
Acordaram a sorrir ...
Sentir, sentir, sentir ...
Mão na mão, olho no olho ..
Ciente, calmo e apaziguador
Esse gesto que fazes ausente,
De tudo o que é AMOR ...
Corre qual cavalo solto,
Ruge como um leão,
Porque este amor que é teu ...
Vem directo do coração.

Ana Cardoso

segunda-feira, março 03, 2008

Sentir-te sentindo-me ...




Meras palavras de olhares inquietos,
Que surgem descompassadas ao ritmo do coração
E é quando seguras a minha mão,
Que ele se solta feito cavalo selvagem
Sem rumo ou viagem
Á procura do teu...
E as mãos inquietas, sedentas de ti
Procuram sentir-te, sentindo-me a mim...
Bebes-me com sofreguidão,
Em leito de desejo
E guarda na minha boca
O nosso primeiro beijo!

Ana Cardoso

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

Pensamento ...


"Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia, não há nada mais simples! Tem só duas datas — a da minha nascença e a da minha morte. Entre uma e outra coisa todos os dias são meus."
(Alberto Caeiro)

Um pouco de mim ....