quinta-feira, junho 12, 2008

20.000 visitas ...



Mais uma etapa se passou, e alcançadas as 20.000 visitas, o limite deixa de existir...
Sem nunca deixar de recordar, que todo este conjunto existe, por vocês e para vocês, leitores e amigos, sempre com um comentário ou uma palavra pronta e encorajadora ...
A todos quantos, acompanham este caminhar e progredir do Voar no Infinito, um bem haja e um obrigada :)

Ana Cardoso

sábado, maio 31, 2008

O teu silêncio ...




Os teus olhos, reflectem os dias
Que passam devagar
Há procura de um lugar
Onde possam renascer
Tuas mãos, procuram nas sombras
Todas as horas vagas
Do dia memorável, em que te sentiram
Tocar-me ...
A tua boca, simples, singela
De gostos ímpares e almíscarados
Prolífera um silêncio,
E os teus olhos fechados
Choram imagens do que não viram
Apertam com força,
Coisas que sentiram
E que ninguém as pode roubar
O teu silêncio...
O meu silêncio...
Fazem do momento, um misto de paz e angústia,
E se de silêncio é feito o momento
Com um beijo se pode calar
Esse silêncio tão calado,
Que jamais deixaremos falar!!

Ana Cardoso

segunda-feira, abril 07, 2008

No teu ombro ...



Percorro cada recanto em busca do teu abraço,
Da tua mão estendida para mim,
Percorro no vento o teu cheiro,
E não o encontro
Busco em cada palavra escutada, as tuas ...
Em cada olhar, o teu
Vagueio assim, em busca de ti
Perdida, esquecida ...
Por tanto te querer,
Fecho os olhos, e lá no fundo do meu eu,
Toco-te, encontro-te e beijo-te ...
Atenúo as saudades, que a cada minuto crescem
Uma lágrima teimosa teima em cair,
Fecho os olhos, e adormeço no teu peito
Como se nunca tivesses deixado de ali estar ...
Cabeça no teu ombro, apenas escutando o bater do teu coração,
Que bate descompassado ao ritmo do meu...
Que me acolhe e acalma ...
Feito porto de abrigo...
O meu porto de abrigo!

Ana Cardoso

sábado, abril 05, 2008

O silêncio chorado ...



Deixei escrito no tempo,
O tempo que levei a te encontrar
Para no tempo escrever,
O tempo em que te pude amar
No tempo, escrevi
Os sorrisos, as lágrimas, os gemidos
E no tempo, ficou
Para sempre escrito
Palavras que choram o tempo,
Em que foste embora
Através do tempo, toco-te, vejo-te,
Infindávelmente como se fosse verdade
Como se um estender de mão,
Fosse a passagem para essa margem
Aquela em que te encontras...
Escrevi no tempo
As dores, as cores e os sorrires
Os toques, o silêncio chorado
Do que fomos...

Ana Cardoso

sexta-feira, abril 04, 2008

Segredos ...



Escondidos no meio de nada
Quando do nada se erguem as tuas mãos,
E com elas percorres os recantos,
de uma alma que é só tua.
Conheces cada expressão, cada gesto
E em cada palavra decifras os sentidos
Nas pontas dos dedos encontras em mim,
o sabor de te querer...
Os segredos que guardo em ti,
São nossos, só nossos e aos nossos dias
pertencem ...

Ana Cardoso

sexta-feira, março 28, 2008

Peças ...




Peças soltas...
De uma vida esquecida,
De contornos entre azul celeste, e outra cor que não sei dizer
Pedaços sorridentes, de coisas mal esquecidas,
Sorridas, choradas, sentidas
Em que as peças ficam sempre á tua mercê...
Como quem lê,
Um livro que faz chorar
Pega-as, junta-as, solda-as...
Molda-as nessas mãos de magia
Em que eu um dia repousei
Faz dos feitos sem importância, uma história de AMOR
Daquelas que os livros falam, com princesas e cavalos alados...
Com vestidos e tiaras,
Dos sonhos mais lindos de se viver...
Junta na tua mão as peças,
Que compõem este coração, alimentado de ilusão,
E que sorri, ainda sorri, perante coisas singelas...
Como uma janela, aberta sobre o Mar...
E sonhar... sonhar ... sonhar!

Ana Cardoso

sábado, março 22, 2008

Este amor que é teu!



Dá-me dessas mãos o desejo,
Do beijo que nunca me deste ...
Dos sentidos dá-me o querer,
Que a tua presença seja infindável ...
Dá-me do saber a virtude,
De cada dia te querer de modo diferente,
Para que na mente, o amor não mude
Do sonho, segue um desejo ...
Duas bocas unidas e seladas
Como em tantas madrugadas,
Acordaram a sorrir ...
Sentir, sentir, sentir ...
Mão na mão, olho no olho ..
Ciente, calmo e apaziguador
Esse gesto que fazes ausente,
De tudo o que é AMOR ...
Corre qual cavalo solto,
Ruge como um leão,
Porque este amor que é teu ...
Vem directo do coração.

Ana Cardoso

Um pouco de mim ....